Polícia Federal abre processo contra BCN
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terça-feira, 09 de abril de 2002
Cristiane Oya Reportagem Local 
O delegado da Polícia Federal (PF) em Londrina, Sandro Roberto dos Santos, instaurou inquérito para apurar a abertura de duas contas supostamente em nome de empresas fantasma no Banco de Crédito Nacional (BCN). Esse é o 31º inquérito aberto em Londrina nos últimos dois anos que investiga a lavagem de dinheiro por meio de contas irregulares.
Segundo o delegado, as contas foram descobertas por um rastreamento em todas as agências bancárias feito pelo Banco Central a pedido da PF. Agora para a nossa surpresa foram encontradas duas contas em nome de empresas que já estavam sendo investigadas e que tinham conta também no Banestado, então vamos começar um novo procedimento, afirmou Santos.
A Folha tentou entrar em contato com a advogada do BCN, Maria José Stanzani, mas ela não retornou as ligações.
Apesar de instaurados os inquéritos há quase dois anos, Santos somente obteve a documentação referente as 30 contas-fantasma do Banestado, na semana passada, graças a um mandado de busca e apreensão. Conseguimos cerca de 90% dos documentos. O restante está vindo por correio. Em todo material que tínhamos fizemos análise e já descobrimos que R$ 148 milhões passaram por essas contas.
Santos disse que há indícios de que as contas pertençam ao empresário Alberto Youssef. Segundo o próprio Banestado, gerentes e funcionários disseram que essas contas pertenciam à casa de câmbio de Youssef. Não existe documento comprobatório de que seja dele até agora, somente em cima de pessoas ligadas ao banco, inclusive algumas delas serão indiciadas porque existia realmente uma conivência, disse Santos.
O Itaú, que comprou o Banestado, afirmou que o processo ocorreu na administração anterior, mas que o banco colabora para a apuração dos fatos.


