Belo Horizonte - O delegado-corregedor da Polícia Civil de Minas Gerais, Elder Dangelo, revelou que foram encontrados ontem mais documentos contábeis queimados emitidos pela DNA Propaganda. O novo lote, composto por faturas de serviços prestados pela agência de publicidade do empresário Marcos Valério Fernandes, foi encontrado no bairro Jardim Riacho, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O local fica a 10 minutos da residência do carcereiro aposentado Marco Túlio Prata, preso pela Polícia Civil com grande quantidade desse mesmo tipo de documento, muitos deles também queimados.
A senadora Heloísa Helena (PSOL-AL) trouxe ontem parte dos documentos apreendidos em Contagem, na casa de Marco Túlio Prata, irmão de Marco Aurélio Prata, contador do empresário Marcos Valério. As notas trazidas pela senadora para a CPI dos Correios referem-se à prestação de serviços da DNA Propaganda ao Banco do Brasil, Telemig Celular, Brasil Telecom e Ministério do Trabalho. Todas com valores altos e que seriam queimadas nos mesmos tonéis onde foram destruídos outros documentos da empresa. Ontem, o BB rescindiu os contratos para prestação de serviços de publicidade com a DNA.
A nota com valor mais elevado refere-se à prestação de serviços à Telemig Celular: R$ 1,37 milhão com data de 19 de dezembro de 2002. Portanto, durante o governo Fernando Henrique Cardoso. A nota do Banco do Brasil, onde Valério tinha contrato, era de R$ 540 mil e datava de 19 de agosto de 2003. Para averiguar a veracidade dos documentos, ela pedirá à CPI que ordene às empresas que constam das notas que enviem a segunda via à comissão e comprovem a efetiva prestação do serviço.

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