Um grupo de cinco dos manifestantes, entre os quais o presidente regional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Rio, Alcebíades Teixeira, foi preso ontem a dois quarteirões do Hotel Copacabana Palace, onde o presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, a primeira-dama, Hillary, e a comitiva ficaram hospedados por algumas horas.
Minutos antes de o presidente americano chegar, cerca de 50 sindicalistas da CUT entraram em confronto com policiais militares durante protesto em que distribuíam bananas para a população. Os policiais temiam que as bananas fossem atiradas no presidente americano e na comitiva, que foram vaiados quando chegaram, às 15h45, ao hotel. O protesto dos integrantes da CUT foi o mais ruidoso que Clinton enfrentou ontem no Rio.
Os sindicalistas foram levados para a Polícia Federal (PF). Os policiais alegaram que eles não haviam praticado crime contra a comitiva presidencial. O caso foi encaminhado para 12 º Distrito Policial (Copacabana), onde foram autuados por desacato e resistência, e soltos para responder processo em liberdade. Algumas faixas e cartazes contra a presença de Clinton foram estendidas próximos ao Copacabana Palace e no Morro da Mangueira, onde o presidente americano esteve. ‘‘Bill Clinton, não precisa sufocar nossa comunidade. Só gostaríamos que o senhor conhecesse nossas pobrezas, mas com humildade e sem violência. Não precisava trazer seus fuzis e nem convocar o batalhão da morte. Se um dia o senhor subir o morro, seja bem-vindo’’, dizia uma das faixas. ‘‘Ianque parasita’’ , ‘‘Clinton go home’’ e ‘‘A CUT dá uma banana para o Clinton’’ eram os dizeres de outras.

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