O delegado-adjunto de Arapongas, Édmo Ermenegildo, divulgou ontem os retratos falados de duas pessoas que seriam responsáveis pelo atentado praticado contra o deputado estadual e candidato a prefeito, Waldyr Pugliesi (PMDB), no dia 12 de junho. Os retratos foram produzidos por peritos do Instituto de Criminalística de Londrina, a partir de informações dadas por Pugliesi e pelos vereadores Mauro Cassitas (PMDB) e Jair Milani (PPB), que estavam na casa do deputado quando os dois homens invadiram o local.
Causou estranheza a demora na divulgação dos retratos, que ficaram prontos uma semana depois do atentado. Segundo o chefe-adjunto do Instituto Criminalística, Geraldo Gonçalves de Oliveira Filho, os peritos estiveram em Arapongas no dia seguinte ao ocorrido e alguns dias depois o material já estava disponível. Questionado sobre a demora para a divulgação, ele avaliou que talvez a polícia tivesse algum suspeito e preferiu não torná-los públicos.
Na delegacia de Arapongas, a Folha obteve a informação de que somente havia sido liberado o laudo do Instituto de Criminalística. O delegado negou que o inquérito esteja na estaca zero. Segundo ele, foram ouvidos o deputado e os dois vereadores, além de vizinhos de Pugliesi. ‘‘Continuamos investigando e esperamos que a partir da divulgação dos retratos falados possam surgir informações que contribuam com o trabalho da Polícia’’, explicou.
Conforme relatou Pugliesi, na noite do atentado, dois homens armados renderam Milani para entrar em sua casa. Um dos acusados, segundo o deputado, dizia que estava ali para matá-lo. Ele disse que conseguiu escapar escondendo-se atrás de uma coluna e depois investindo contra o agressor, munido de uma cadeira.

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