Polícia descobre mais 60 telefones grampeados na BA
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sexta-feira, 18 de abril de 2003
Agência Estado 
Brasília - Investigadores que trabalham no inquérito sobre os grampos na Bahia descobriram que pelo menos outros 60 telefones foram monitorados ilegalmente pela Secretaria de Segurança Pública do Estado, entre 2001 e janeiro de 2003, além dos 260 casos já conhecidos.
Naquele período, a polícia civil grampeou cerca de 1.200 aparelhos. A legalidade dessas escutas está sendo examinada. Entre os casos comprovadamente ilegais estão os grampos feitos nos telefones dos deputados Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e Nelson Pellegrino (PT-BA), do ex-deputado Benito Gama, e do casal de advogados Plácido Faria e Adriana Barreto, ex-namorada do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA).
Até agora, a Polícia Federal e procuradores da República acreditavam que os grampos clandestinos haviam sido autorizados apenas pela juíza de Itapetinga, Tereza Cristina Navarro Ribeiro, sob o pretexto de monitorar sequestradores.
Mas um novo levantamento mostrou que a Secretaria de Segurança fez escutas utilizando ofícios expedidos por juízes que nada tinham a ver com investigações que necessitavam de monitoramento de conversas telefônicas.
Adriana Barreto e seu marido, por exemplo, tiveram seus telefones grampeados entre junho e agosto do ano passado por autorização da Vara de Execuções Penais, que só trata do sistema penitenciário. O produto das gravações, segundo relatório sigiloso obtido pela reportagem, seria destinado à 3. Vara Criminal Distrital.


