Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP), exonerou dois funcionários do Departamento de Polícia Legislativa - o serviço de segurança da Casa - presos pela acusação de prática de sequestro e tentativa de extorsão. A polícia da Câmara atua nas dependências do Congresso Nacional e tem o poder de prender, investigar, concluir o processo e enviá-lo pronto à Justiça. Os dois funcionários foram flagrados por acaso por policiais militares do Distrito Federal e estão presos na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
O chefe do serviço de atividades policiais, o departamento de investigação da Câmara, Leorlando Lira de Almeida, foi exonerado da função e, como é servidor concursado da Casa, responderá a um processo de inquérito administrativo, exigência legal para a demissão de um funcionário público. O funcionário terceirizado Ricardo Augusto Comelli Antunes, que era cedido ao departamento de polícia, foi demitido.
Eles foram presos na noite de sábado por policiais militares numa cidade satélite de Brasília. Também foi preso no local o PM Antônio Sérgio Mendes. Em um dos carros foram encontrados entre cinco e sete mil óculos vindos do Paraguai, de acordo com informações da polícia. Ainda segundo a polícia federal, os três estariam extorquindo comerciantes chineses que estavam em um dos carros.

mockup