Polícia apura se houve crime de lavagem de dinheiro
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segunda-feira, 11 de julho de 2005
Folhapress 
Brasília - Todas as sete malas apreendidas ontem no aeroporto de Brasília possuíam papéis indicando diferentes cidades, mas a PF não informou se os nomes indicariam a origem e o destino do dinheiro. Antes de pousar em Brasília, o avião com membros da Igreja Universal passou por Manaus (AM) e Belém (PA). O delegado responsável pelo caso, David Sérvulo Campos, chefe da Delegacia de Crimes Financeiros, ainda ouvia explicações do deputado até o fechamento desta edição.
A PF vai encaminhar o caso para o STF por considerar as explicações ''insuficientes'' dadas pelo deputado para transportar tanto dinheiro em espécie. ''Transportar valores não é crime, mas fora do sistema financeiro tem que se apurar de onde veio e para onde iria'', disse Campos. Segundo informaram a assessoria de imprensa da PF e o assessor jurídico da Câmara dos Deputados, Marcos Vasconcelos, o parlamentar teria permanecido na superintendência por sua livre e espontânea vontade. Se não for comprovada a origem e movimentação legal dos valores, o deputado poderá responder pelo crime de lavagem de dinheiro. Na condição de parlamentar, Ramos, se eventualmente for detido, ficará sob a custódia da Câmara dos Deputados. (S.N. e A.M.)


