Os empresários curitibanos Arion Cruz Santos e Solano da Ros, que tiveram prisão decretada pela Justiça de Londrina no dia 4, acusados de participação no desvio de R$ 1,7 milhão da prefeitura, continuam foragidos. Ontem, policiais do Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco) que trabalham em investigações para a Promotoria de Investigações Criminais (PIC), continuaram as buscas, mas as tentativas foram infrutíferas.
O delegado-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro, disse à Folha que o mandado com o pedido de prisão ainda não chegou às suas mãos. ‘‘Verifiquei junto à Delegacia de Vigilância e Capturas, para onde a ordem do juiz Arquelau deve ter sido enviada, mas até o momento não foi registrada a entrada do documento’’, disse.
Também continuam foragidos o ex-secretário de Governo de Londrina Gino Azzolini Neto e o ex-tesoureiro da campanha de Antonio Belinati Cassimiro Zavierucha (Carlos Júnior). Eles também foram denunciados pelo Ministério Público (MP) por participação nos desvios.
Ontem, o promotor da 4ª Vara Criminal de Londrina, Sérgio Siqueira, pediu que um cardiologista e um patologista façam exames para comprovar o estado de saúde do ex-presidente da Sercomtel Rubens Pavan. O objetivo é oficializar a justificativa da prisão domiciliar de Pavan, que obteve o direito de permanecer em seu apartamento alegando problemas de saúde. Recentemente, ele foi submetido a uma cirurgia do coração, porém um dia antes de ser preso comunicou à Sercomtel que estava apto a retomar seu cargo de advogado na empresa. (Colaborou Lino Ramos, de Londrina)

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