O presidente da Comissão de Ética da Câmara de Londrina, Gerson Araújo(PSDB), vê com preocupação o momento atual com tantas polêmicas e de muitos ataques pessoais. Ele prevê muito trabalho para a comissão. "Temos que ser o mais rígido o possível, mas temos limites no julgamento das ações com base nas regras e as punições previstas no artigo oitavo do Código de Ética."
Neste artigo todas as denúncias são classificadas como ato atentatório ao decoro parlamentar, o que pode levar a punições mais brandas (advertência por escrito; suspensão da fala em plenário por um período; e suspensão de um vereador por algumas sessões).
Decano da Câmara, Araújo preside a comissão de ética, mesmo respondendo por improbidade administrativa e a processo penal por estelionato no período que ocupou o cargo de prefeito (mandato tampão em setembro de 2012 após a cassação do prefeito Barbosa Neto e do vice Joaquim Ribeiro). Ele teria pressionado o proprietário de um lote a vender o terreno a uma construtura que aplicava golpes contra consumidores. "Olha bem, se houvesse algo de concreto, nem vereador eu poderia ser; não tenho em hipótese alguma dúvida da minha inocência", defendeu-se Araújo. A resposta do tucano é direcionada a Boca Aberta que anda colocando em xeque a reputação dos membros Comissão de Ética. A última representação protocolada por ele foi contra o vice-presidente da Comissão, o vereador Vilson Bittencourt (PSB) por suposta quebra de decoro.
O presidente da Câmara, Mario Takahashi (PV) explica que a Mesa Executiva avalia todas as representações de forma objetiva, ou seja, são analisados apenas os aspectos formais, legais e os possíveis indícios de violação. "Toda denúncia terá tratamento igualitário, seguindo os aspectos legais com pareceres da Procuradoria Jurídica". Ele reforça que o mérito da denúncia sempre é avaliado pela Comissão ou pelo plenário. As denúncias só serão encaminhadas ao plenário quando forem definidas pelo artigo 9 do Código de Ética. Os vereadores podem decidir pelo arquivamento ou abertura de Comissão Processante que, em último caso, pode cassar o mandato de um vereador investigado.
"Em todo parlamento existem polêmicas. No caso dessa legislatura, tem muitas representações formais que serão analisadas com bons fundamentos, sem omissão de informações e sem atraso na resolução dos casos", garantiu Takahashi. (G.M.)

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