Polêmica sobre o bolsa-escola vai parar na Câmara
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 06 de setembro de 2001
Lúcio Horta 
Duas coordenadoras do Programa Bolsa-Escola em Londrina estiveram ontem na Câmara Municipal para falar sobre a a implantação do programa e tentar encerrar a polêmica aberta terça-feira pelo deputado federal Alex Canziani (PSDB). ''Achamos que era importante apresentar os fatos'', justificou Sandra Regina Nishimura, da Secretaria de Ação Social. Ela esteve acompanhada de Carmen Lúcia Sposti, da Secretaria de Educação.
Na terça-feira, durante sessão da Câmara, em Brasília, Alex fez críticas à prefeitura porque o município não estaria credenciando as crianças no Bolsa-Escola federal, deixando de atender a 12,7 mil crianças. A prefeitura respondeu que o cadastramento estava sendo realizado, mas que nenhum recurso foi liberado. Anteontem, a secretaria nacional do programa informou que em agosto o Paraná recebeu R$ 2,7 milhões do Bolsa-Escola. Além disso, informou que Londrina só tinha 30 famílias inscritas.
Sandra explicou que a prefeitura cadastrou, até ontem, 11.385 crianças, de 7.674 famílias. O cadastro, segundo ela, é transmitido para Brasília pela Caixa Econômica Federal. ''E a gente sabe que os dados foram transmitidos por meio de protocolo que a Caixa nos fornece. Temos o protocolo'', assegurou. Ela disse estranhar a informação de que apenas 30 famílias foram cadastradas. Esse número, ela disse, compunha apenas o primeiro lote.
Sandra acrescentou que até a semana que vem a prefeitura deverá atingir o teto de 12,7 mil crianças cadastradas e a expectativa é de que os recursos sejam liberados já no próximo mês. Ela acrescentou que a preocupação da prefeitura foi planejar o cadastramento das famílias, envolvendo escolas municipais, estaduais, instituições na área de educação especial e secretarias municipais.


