A polêmica em Mandirituba mostra o poder político da nomeação de um delegado pela Secretaria de Segurança. O deputado Geraldo Cartário (PSL) e o prefeito Luiz Carlos Chimim (PPB) acusam um ao outro de tentar controlar a delegacia por meio do poder político.
Chimim acusa Cartário de querer afastar o delegado Claudir Della Costa para colocar alguém de sua confiança. ''Já é hora de acabar com essa história de delegado indicado por deputado, o famoso prende-e-solta'' declarou.
Cartário afirma que normalmente é consultado antes da nomeação dos delegados pela secretaria. ''É comum que os deputados mais votados de cada região sejam consultados. Como fui o mais votado no município, é natural que eu seja ouvido'' afirma.
O delegado-geral Leonyl Ribeiro confirma a prática. ''Quando a vaga é em uma cidade da qual não temos muitas notícias, procuramos aferir com os deputados e prefeitos a situação'', explica. Ribeiro preferiu não comentar a ação movida contra ele até ser notificado pela Justiça.
''Esse prefeito está reclamando porque o delegado era amigo dele'', disse Cartário. O deputado também acusou Chimim de desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) quando Dalla Costa era delegado em Mandirituba. ''Ele pagava uma cozinheira e deslocou quatro guardas municipais para uma função que é de responsabilidade estadual. De acordo com a LRF, isso é crime'', disse.
O prefeito não nega as acusações. ''Isso é uma prática comum no interior. A verba repassada para as delegacias não é suficiente para a compra de combustível e alimentação, então as prefeituras têm que contribuir para que os policiais tenham condições de trabalho'', defende-se Chimim. (R.S.)

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