Funcionários da Copel estão descontentes com a forma como vem sendo conduzido o processo de reunificação da estatal. Circular interna, cuja cópia foi obtida pela Folha, revela que os funcionários acusados de participar do esquema Copel-Olvepar, que provocou pesados prejuízos aos cofres públicos, estavam convocados para compor os grupos responsáveis pela reunificação da estatal. A direção da Copel criou oito grupos de trabalho para reunificar, na prática, a empresa. As equipes estão encarregadas de apresentar propostas de unificação e propor ações de implantação, atribuindo prazos, custos e impactos da nova estrutura. Essas diretrizes estão numa circular distribuída com data de 21 de fevereiro de 2003. O problema é que, segundo fonte da Folha, nesses grupos estão sendo mantidas pessoas apontadas como ligadas ao governo Jaime Lerner (PFL). Entre elas, o contador da Copel, Cezar Antonio Bordin, e o coordenador financeiro André Grocheveski Neto, que chegaram a ser presos na terça-feira por conta do caso Copel-Olvepar. Eles foram indicados como sendo os coordenadores do grupo encarregado de apresentar propostas na área de Finanças. Quando a indicação dos grupos foi feita, as prisões ainda não tinham sido decretadas, justificou o diretor administrativo da Copel Gilberto Griebler. Mas o caso vinha sendo investigado pelo Ministério Público e reportagens publicadas sinalizavam o envolvimento desses funcionários. Griebler disse que os envolvidos já foram substituídos.


Seleção


O ouvido dos foliões de Antonina, litoral do Estado, não é penico. O secretário municipal de Esporte e Turismo, João Ubirajara Lopes, que o diga. Foi ele quem baixou uma nova regra no Carnaval da cidade. Seis meses antes, ele e um grupo definem o que vai tocar nos dias de folia. Tudo para melhorar a qualidade do repertório, evitando músicas apelativas.


Novela


Um pedido de vistas adiou novamente o julgamento da ação, no Supremo Tribunal Federal (STF), em que o governo do Estado pede indenização da União dos valores gastos na construção da ferrovia Central do Paraná, entre Apucarana e Ponta Grossa. O ministro Carlos Velloso pediu vistas para analisar melhor o pedido. A indenização pedida pelo governo pode chegar a R$ 10 bilhões. Até o momento, quatro ministros declararam voto. A maioria pela improcedência do pedido.


Feriadão


A Assembléia Legislativa do Paraná só volta ao batente no próximo dia 10 de março. Depois do Momo, sessões ordinárias.


Debandada


Dabandada de empresários paranaenses rumo à Europa e Estados Unidos deve marcar o feriadão. Não por que o Carnaval é mais animado fora do Brasil, mas por ser uma oportunidade ímpar para alguns deles legalizar transações financeiras feitas no passado e hoje alvo de investigação da Polícia Federal no caso das contas CC-5. Aquelas que proliferaram como água em Foz do Iguaçu.


Grades


O Poder Judiciário do Paraná não vai ousar. As grades que cercam o Palácio da Justiça, em pleno Centro Cívico, em Curitiba, serão mantidas. Os desembargadores decidiram ontem não seguir o exemplo do Poder Executivo.


Caveira


O deputado federal Florisvaldo Fier (PT), o Dr. Rosinha, está mexendo os pauzinhos e, ao que tudo indica, já conseguiu inviabilizar a nomeação de Geraldo Sorotiuk para a Delegacia Regional do Trabalho (DRT).


Pilha


O secretário-chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, sentou em cima de uma pilha de processos, envolvendo as nomeações dos jornalistas que farão a assessoria do governo Roberto Requião (PMDB). Tem gente trabalhando desde o início de janeiro, quando o novo governo tomou posse, sem saber se vai ser contratado.


Salários


Nomeações à parte, o governo mudou a sua relação com jornalistas, principalmente no que diz respeito aos salários pagos à categoria, boa parte detentora de cargos em comissão. Não estão mais sendo pagos salários tão polpudos como os vigentes no governo anterior. A média salarial dos cargos de chefia, na gestão de Jaime Lerner (PFL), oscilava entre R$ 6 mil e R$ 10 mil. Hoje, fica entre R$ 3 mil e R$ 4 mil.


Caixa-preta


Uma coisa para apurar, ainda nesta área, é como eram pagos os salários dos jornalistas que prestavam serviços ao governo Lerner. Durante os oito anos de mandato, o assunto foi mantido no mais absoluto sigilo. Fundação Araucária e Fundacen são palavras-chaves para desvendar o mistério.


Gentileza


Bate com uma mão e afaga com a outra. Requião já emprestou pelo menos duas vezes o Chapéu Pensador o gabinete do governo na subestação da Copel para Lerner fazer reuniões de trabalho da UIA, entidade internacional de arquitetos da qual é presidente.


Raio-x


A Secretaria de Planejamento de Londrina está preparando mais uma edição do perfil da cidade. Perfil 2003 de Londrina é uma publicação antiga. Realizada desde 1974, apresenta todos os números da cidade. A novidade deste ano é que será lançado em CD, além da publicação com mais de 150 páginas em média a cada ano. A procura é grande entre estudantes, professores e empresários.


Perguntinha


Onde estão os R$ 39,6 milhões pagos indevidamente pela Copel ao pessoal da Olvepar?

Leandro Donatti e sucursais
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