Depois de uma reunião de meia hora com os presidentes da Câmara e do Senado, o presidente Fernando Henrique Cardoso pediu ontem aos governadores e aos parlamentares que esqueçam as diferenças partidárias e que o Congresso aprove as medidas para o ajuste fiscal do governo.
O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), garantiu que a cobrança da CPMF será votada hoje. ACM disse que se houver necessidade o Congresso trabalhará nos finais de semana e nos primeiros quinze dias de fevereiro. Já o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), afirmou que se possível a contribuição para a Previdência pelos inativos será votada amanhã pelos deputados.
O presidente Fernando Henrique disse que o objetivo de todos deve ser o de retomar o crescimento da economia, da geração de empregos e da criação de condições para o bem estar da população. ‘‘Para isso, nós vamos precisar efetivar com rapidez o ajuste fiscal’’, apelou o presidente. Segundo ele, o ajuste não pode ocorrer apenas na esfera federal, mas também nos Estados e municípios, o que não deve ser visto como ‘‘a União versus os Estados’’. ‘‘Não se trata de um braço de ferro’’, afirmou.
O senador Antonio Carlos Magalhães disse que se a Câmara Federal votar a contribuição dos inativos amanhã, o Senado poderá votar a matéria ainda na convocação extraordinária, ‘‘dando assim demonstração inequívoca das atenções com os problemas do País’’. Perguntado por um jornalista por que insistiria mais uma vez numa cobrança já rejeitada por parlamentares, FHC disse que ‘‘tem de se insistir nas coisas quando se está convicto’’.
O deputado Temer afirmou que diante do momento atual, ‘‘que é de preocupação, ainda que passageira’’, os parlamentares devem aprovar o projeto. O presidente da Câmara anunciou que se reunirá hoje com líderes para votar a urgência do projeto dos inativos.

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