Por quê o cargo de presidente da Câmara é tão sedutor e disputado? ‘‘O poder. E o poder acaba sempre atraindo’’, assume o atual presidente, Célio Guergoletto (PMDB), que exerce o cargo pela segunda vez e vai tentar o ‘‘tri’’. ‘‘Você acaba chamando a atenção naturalmente’’, reconhece.
Guergoletto admite que em sua segunda experiência na presidência queria ganhar projeção e ser o candidato do PMDB na última eleição para a prefeitura, o que acabou não acontecendo, depois da convenção que definiu o nome de José Tavares.
A experiência como ‘‘prefeito em exercício’’ é outra que, segundo Guergoletto, pesa muito na lista de ‘‘tentações’’. O presidente da Câmara é a segunda autoridade no município e assume a prefeitura na ausência do prefeito e do vice. Célio Guergoletto assumiu a prefeitura por quatro dias e gostou. ‘‘Gostei mesmo. O poder do prefeito é muito maior do que o de um vereador’’, argumenta.
Além do poder e projeção, o presidente da Câmara ainda recebe uma verba de representação de R$ 1.807,31, fora o salário - R$ 5.476,77 (bruto). ‘‘Mas o cargo é de muita responsabilidade, já que você dirige todos os trabalhos e acaba falando pela Câmara’’, aponta. Entre os inconvenientes estão as repercussões negativas de projetos polêmicos, um deles o que instituiu o pagamento do 13º ano passado aos vereadores, uma decisão da Mesa Diretora da Câmara. Guergoletto jura que o cargo ‘‘nunca lhe subiu à cabeça’’, mas os amigos concordam que ele ficou mais vaidoso. ‘‘Ele deu um trato e está mais ajeitado’’, confirma um amigo. (P.Z.)

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