Pobres sim, mas politizados
Candidatos também ganham força em razão da sua profissão e recusam a imagem de político tradicional. Um exemplo é Beatriz Freire Rodrigues (PRB), a Bia Freire, uma borracheira de 45 anos, moradora do bairro Santa Felicidade. Eu comecei a trabalhar com 14 anos, praticamente nasci dentro da borracharia e agora pretendo trabalhar na política, conta Bia que assumiu o negócio do pai depois que ele se aposentou, já sem forças para o trabalho pesado.
Ela acredita que sua experiência de trabalho poderá ajudar na formulação de novas leis. Vou usar minha experiência de vida. Meu bairro, por exemplo, precisa de um posto de saúde 24 horas, afirmou.
Outro exemplo é João Rocha de Souza (PMN), ex-gari que também almeja uma vaga na Câmara Municipal. João, que trabalhou cinco anos como gari, irá utilizar a profissão no slogan, embora não pretenda mais continuar neste emprego. Eu tenho muito apoio de meus ex-colegas de profissão e, para facilitar a identificação, vou manter durante a campanha, conta. Como projeto, ele defende que o poder público providencie espaços para que as crianças permanecem no contra-turno escolar. (K.L.M)





