O coronel da reserva Honorio Olavo Bortolini, coordenador do Fórum das Entidades Representativas, Assistenciais e de Defesa dos Policiais e Bombeiros Militares e Pensionistas, disse que ficou satisfeito com o resultado da primeira reunião realizada ontem, em Curitiba, com os representantes do Poder Executivo. O Fórum engloba as cinco entidades que, a partir da negociação preliminar de ontem, vão discutir com o governo do Estado as principais reivindicações apresentadas pelos PMs.
Bortolini informou que foram definidas três prioridades ‘‘fundamentais e urgentes’’ para negociar com o Poder Executivo: a extensão a todos os PMs e pensionistas dos índices de escalonamento vertical e dos percentuais da gratificação especial, que foram conquistados na Justiça por mais de 500 policiais militares; a criação de um sistema de saúde próprio para a corporação; e que seja alterada a atual fórmula de cálculo dos adicionais de tempo de serviço e outras vantagens que, segundo o Fórum, estão trazendo ‘‘sensível redução’’ salarial em diferentes postos e graduações das carreiras internas da corporação.
‘‘Quem vai decidir se seremos atendidos é o governador Jaime Lerner (PFL). Por isso, nossas propostas serão claras e transparentes o suficiente para que não despertem dúvidas a respeito de seu cumprimento’’, justificou Bortolini. Na próxima semana, informou o cooordenador do Fórum, será realizada uma nova reunião, onde as entidades que representam os PMs deverão apresentar cálculos com o impacto que as reivindicações devem causar aos cofres do Estado. ‘‘O governo tem condições de nos atender’’, aposta o coronel.
Além de Bortolini, participaram da reunião de ontem, na sede da Secretaria da Segurança, o presidente da Sociedade Beneficente dos Subtenentes e Sargentos da PM, 2º sargento Elídio Donizete Rodrigues; o coronel Abelmídio de Sá Ribas, da diretoria de ensino da PM, que representou o comando da PM; o diretor- geral da Secretaria de Segurança, Roberto Lobo Blasi, e o chefe de gabinete da Casa Civil, José Carlos Campos Hidalgo, que representaram o Poder Executivo.
Hidalgo afirmou que um relatório com o resumo das reivindicações dos policiais militares deverá ser entregue ao governador Jaime Lerner, e aos secretários das pastas ligados a área (da Administração, Casa Civil e Segurança) até a metade da próxima semana. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança, José Tavares, ele não poderia falar a respeito dos pedidos da corporação porque viajou ontem para os Estados Unidos, antes do encerramento da reunião. Tavares foi participar de um evento internacional sobre segurança pública, e só retorna ao Paraná no começo da próxima semana.
O secretário-chefe da Casa Civil, Alceni Guerra, assegurou que a forma de atendimento a qualquer reivindicação dos funcionários públicos – através de reuniões em ‘‘grupos de alto nível’’ – vai ser mantida para ‘‘facilitar o diálogo’’. Os pedidos das cinco entidades representativas dos PMs ativos, inativos e pensionistas, fazem parte do documento – ‘‘Memorial, causas de insatisfação e intranquilidade da classe’’ – onde os militares apresentam um elenco de 18 reivindicações. ‘‘Com um salário melhor o policial vai trabalhar melhor e com mais tranquilidade para ele e para a sua família’’, argumentou Bortolini.

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