Curitiba - Pelo menos um congressista paranaense poderá sentir os reflexos da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado federal Hidekasu Takayama (eleito pelo PMDB e hoje no PRB) teria mudado de partido após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na avaliação do deputado, a decisão do STF não o atinge, pois não haveria nenhuma linha na Constituição sobre a fidelidade partidária. ''O que vai valer é a decisão do diretório nacional (do PMDB), não do estadual'', argumenta.
Segundo o deputado, houve consenso sobre a sua saída do partido. ''Foi tudo conversado, houve uma reunião no diretório com o Renato Adur para que eu saísse e voltasse como apoio'', garante. Nas eleições de 2006, o único partido a apoiar o PMDB foi o PSC. Na avaliação do deputado, se não fosse por esse apoio o governador Roberto Requião (PMDB) dificilmente teria vencido o pleito estadual.
Ontem, através de um comunicado, o secretário-geral do PMDB do Paraná, João Arruda, afirmou que a legenda irá requerer o mandato de Takayama. ''Isso aí é só pressão'', argumentou o deputado. Por via das dúvidas, ele confessa que está preparado para fazer uso de sua ampla defesa junto ao TSE para não perder o mandato. O diretório estadual do PMDB ainda divulgou um comunicado afirmando que serão convocados os suplentes dos vereadoes que deixaram o partido para ingressar em outras legendas no decorrer dessa legislatura para tomarem posse.
Na Assembléia Legislativa, três parlamentares trocaram de partido após terem sido eleitos: Geraldo Cartário (eleito pelo PMDB e hoje no PDT), Fábio Camargo (eleito pelo DEM e hoje no PTB) e Carlos Simões (eleito pelo PTB e hoje no PR). Cartário disse ontem que saiu do PMDB no dia 16 de novembro de 2006. Ele se disse favorável à fidelidade partidária, apenas acha que ela não deveria se restringir apenas a parlamentares. ''Os prefeitos e os governadores, que têm o cheque na mão, podem tudo. Nós, os menores, é que pagamos a conta'', disse.
Fábio Camargo afirmou que deixou o DEM no dia 7 de fevereiro de 2007. Portanto, a decisão do STF não o atingiria. O parlamentar diz que é favorável a fidelidade partidária, desde que os partidos tenham programas ideológicos - o que hoje não ocorreria. Camargo saiu do DEM por falta de espaço para disputar a Prefeitura de Curitiba. Como é pré-candidato, buscou um partido que aceitasse seu projeto pessoal. Simões não foi encontrado ontem para falar sobre o tema. Os dirigentes estaduais de partidos informaram ontem que aguardam a publicação do acórdão para se posicionarem oficialmente sobre o tema.

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