Curitiba - O futuro do diretório do PMDB de Curitiba está nas mãos da direção estadual do partido. O vereador de Curitiba, Paulo Salamuni (PMDB), decidiu não pedir a intervenção no comando municipal da sigla, presidido por Doático dos Santos, que queria expulsá-lo do partido. No entanto, o presidente estadual da legenda, o deputado estadual Dobrandino da Silva, deve colocar o controle do diretório nas mãos de uma comissão provisória. No total, haverá mudança no comando em quase cem cidades.
O pedido de intervenção em Curitiba já estava pronto, e tinha como base a derrota do PMDB nas eleições para a Prefeitura da Capital, que Salamuni atribui ao grupo de Doático dos Santos.
Como defendia o governador Roberto Requião (PMDB), o PMDB da Capital saiu a reboque do candidato Ângelo Vanhoni (PT), e acabou derrotado pelo PSDB de Beto Richa.
Depois de uma reunião ontem de manhã, peemedebistas do Paraná concluíram que seria melhor não pedir a intervenção no diretório local. ''O pedido de intervenção é o que eles precisam para continuar guerreando e ficar atrás de uma cortina de fumaça'', justificou Salamuni.
Salamuni critica a direção local do partido por ter adotado uma estratégia que ele considera errada nas eleições. ''Partido que não lança candidato próprio não existe, é só um amontoado''. O vereador criticou também a proposta de Santos de criar um ''gabinete paralelo'' para fiscalizar a gestão do PSDB, o que irritou o presidente do PMDB local. Santos queria expulsar Salamuni porque, além de criticar a coligação nas eleições, o vereador elogiou o ex-prefeito de Curitiba Maurício Fruet (pai do deputado federal Gustavo Fruet, hoje no PSDB) e o ex-governador José Richa, pai de Beto.
Agora, cabe ao governador, deputados e demais integrantes do PMDB paranaense resolver a questão no diretório curitibano. ''O problema está nas mãos deles. Os deputados é que precisam se preocupar. Ao invés de precisarem de 40 mil votos, vão precisar de mais de 50 mil para se elegerem'', disse Salamuni. Requião quer que o partido se fortaleça, e por isso defende que se encontre uma solução internamente.

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