Brasília - A cúpula do PMDB assegurou ontem ao presidente Fernando Henrique Cardoso e ao pré-candidato tucano à Presidência, José Serra, que já dispõe de maioria para aprovar a aliança com o PSDB, apesar de dificuldades para um acordo entre as duas siglas em seis Estados que sempre acompanharam a direção peemedebista.
a contabilidade dos votos foi fechada em uma reunião realizada na casa do presidente do Senado, Ramez Tebet (MS). À tarde, o presidente do PMDB, Michel Temer, os líderes no Senado e na Câmara, Renan Calheiros (AL) e Geddel Vieira Lima (BA), e o ex-deputado Moreira Franco (RJ) foram ao Palácio da Alvorada, acompanhados de Serra, levar os números a FHC.
No PMDB, há dificuldades em Santa Catarina, Mato Grosso, Rondônia, Sergipe, Acre e Paraíba, seções que sempre estiveram ao lado da cúpula.
Situações como as de Goiás e de São Paulo, sempre estiveram contra o comando partidário e não preocupam a direção do PMDB. O diretório de São Paulo é controlado por Orestes Quércia, mas Michel Temer tem a outra metade dos delegados à convenção.
Publicamente, Quércia tem sido o principal incentivador de uma aliança do PMDB com o PT, tendo o senador gaúcho Pedro Simon como candidato a vice de Lula. Mas a posição de Simon também deixou de preocupar a cúpula peemedebista: os delegados do Rio Grande do Sul, que apóiam a candidatura ao governo do deputado Germano Rigotto, já teriam se comprometido a votar pela a aliança.
No Paraná, apesar do líder local Roberto Requião, que defende a aliança com o PT, um grupo de convencionais prefere apoiar o candidato tucano ao governo, Beto Richa.

mockup