PMDB trabalha para reeleição de Temer
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Gabriela Guerreiro<BR>Folhapress 
Brasília - O PMDB quer definir esta semana uma chapa de consenso para a escolha da nova executiva da legenda, no dia 6 de fevereiro, com o presidente Michel Temer (PMDB-SP) reeleito presidente do partido.
Os peemedebistas vão tentar lançar chapa única encabeçada por Temer para fortalecer o seu nome na indicação à vice-presidência da República na chapa da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) - pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto.
Os peemedebistas admitem que a recondução de Temer à presidência do partido fortalece o seu nome para a futura indicação à vice-presidência. Temer conquistou o apoio de grande parte da legenda, incluindo a ala peemedebista no Senado - que no passado tinha resistências ao grupo liderado pelo presidente da Câmara.
''O partido está unido. A candidatura do Michel é mais que pessoal, é institucional, do presidente do partido. Você tem um elemento a mais, bota o presidente do partido em posição de destaque'', disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).
Jucá disse que o objetivo da legenda, ao aprovar uma chapa consensual para o seu comando, é mostrar que tem unidade para fazer uma composição nacional com o PT e outros partidos aliados em torno da candidatura de Dilma. ''Sem dúvida a reeleição do Michel, com o apoio da ampla maioria, é mais um ponto favorável na capitalização dessa capitalização institucional do PMDB'', disse.
Com a reeleição consensual de Temer, os peemedebistas avaliam que terão mais força para apresentar o seu nome como única opção do PMDB à vice-presidência -sem que outros nomes da legenda sejam colocados à escolha do PT. ''Hoje, o PMDB tem um nome que representa o partido que é o Michel. Não há outro nome colocado'', disse Jucá.
A ideia dos peemedebistas é aclamar Temer em junho, durante convenção nacional do partido, como o vice de Dilma. Jucá disse que Temer, ao lado da ministra, terá autonomia para representar o PMDB em todos os Estados do país. ''Em qualquer rincão do país, o presidente estadual do PMDB, o líder do partido do município vai ver no Temer o presidente do partido. Isso é uma força a mais.''
As articulações do grupo pró-Temer, porém, não são unanimidade dentro do PMDB. O grupo do senador Pedro Simon (PMDB-RS) lançou o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), como pré-candidato do partido à presidência da República. A expectativa é que os peemedebistas contrários à aliança com Dilma aproveitem a reunião do diretório nacional para protestar contra a aliança com o PT.


