PMDB terá 20 senadores na próxima legislatura
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terça-feira, 26 de dezembro de 2006
Marcelo de Moraes<br>Agência Estado 
Brasília - A campanha do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) para a reeleição para a Presidência do Senado ganhou mais uma adesão nos últimos dias. O senador Leomar Quintanilha (TO) decidiu se desfiliar do PCdoB e assinou na semana passada sua ficha de entrada no PMDB.
Com isso, o PMDB passará a ter 20 senadores na próxima legislatura, consolidando sua vantagem como partido com a maior bancada na Casa e garantindo mais um voto para a candidatura de Calheiros.
A segunda maior bancada é a do PFL, com 17 integrantes. Até o momento, apenas o líder do PFL, José Agripino Maia (RN), anunciou sua disposição de enfrentar Calheiros na disputa pelo comando do Senado. Para tentar impedir o favoritismo do atual presidente, Agripino tem procurado conquistar o apoio justamente dos partidos com menores bancadas, pois o Senado terá a partir do próximo ano uma grande pulverização partidária, com 14 legendas representadas.
Agripino confia que sua vitória poderia sair justamente da soma dos votos das bancadas menores com os de PFL e PSDB, que costumam operar em sintonia no Congresso. A mudança de partido de Quintanilha atrapalha esses planos. O PFL pretendia conquistar os dois votos que o PCdoB tinha no Senado, antes dessa desfiliação, justamente porque vai apoiar a candidatura de Aldo Rebelo (PCdoB-SP) à reeleição para a Presidência da Câmara. Agora, a bancada do PCdoB do Senado se resume ao senador eleito Inácio Arruda (CE).
Na prática, a ida de Quintanilha para o PMDB parece ser mais natural com sua trajetória política e profissional. Com a vitória de Marcello Miranda ao governo de Tocantins, Quintanilha foi convidado pelo governador a voltar para o partido. Como o PMDB acertou sua participação efetiva também dentro do governo federal, o senador ficou à vontade para retornar à legenda, já que nunca escondeu sua disposição de apoiar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


