Os peemedebistas Michel Temer (SP), presidente da Câmara dos Deputados, e Geddel Vieira Lima (BA), líder do partido na Câmara, vão tentar pôr um fim ao conflito envolvendo o governo federal e o de Minas Gerais. Os dois líderes do PMDB estiveram reunidos anteontem em Belo Horizonte com o governador mineiro, Itamar Franco (PMDB), mas não revelaram o teor da conversa. Eles afirmaram apenas que estão empenhados em acabar com a discórdia.
‘‘O PMDB está preocupado em buscar soluções para esse dilema. Tivemos uma boa conversa com o governador e vamos levar o assunto para os companheiros em Brasília. Vamos buscar uma solução que acabe de uma vez por todas com isso’’, disse Geddel.
A crise com o governo federal teve início em janeiro, quando Itamar anunciou a moratória da dívida do Estado com a União. Desde então, o governo federal vem bloqueando a transferência dos recursos para o Estado, que já totalizam R$ 292 milhões. Mais R$ 19 milhões devem ser retidos nos próximos dias.
Temer e Geddel estiveram em Minas para participar da posse da deputada federal Maria Lúcia Cardoso, mulher do vice-governador Newton Cardoso, ambos do PMDB. Lúcia Cardoso assumiu a Secretaria do Trabalho, Adolescência e Ação Social. No seu discurso, o vice-governador pediu o apoio de Temer e do PMDB, afirmando que espera que ele seja o ‘‘guardião dos programas de Minas Gerais contra o ódio de Brasília’’.
Na conversa de uma hora e meia entre Itamar, Newton e os líderes peemedebistas, o rompimento do PMDB com o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso também foi discutido. O assunto foi colocado em pauta pelo fato de Itamar ter aceitado o convite do ex-governador Orestes Quércia para participar, na terça-feira, de um encontro do PMDB paulista. Temer e Quércia disputam espaço no PMDB paulista. Os dois decidiram na semana passada, em Belo Horizonte, iniciar a campanha interna no PMDB pelo rompimento com o governo federal.

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