PMDB também quer FHC isento
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 24 de maio de 1999
Fred Ferreira Agência Estado 
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) disse ontem que o PMDB continuará a apoiar o governo federal na Câmara e no Senado enquanto o presidente Fernando Henrique Cardoso mantiver posição isenta no processo da sucessão presidencial de 2002. Continuaremos com o presidente até que a campanha fique mais nítida. A maioria do PMDB pensa em manter o apoio a Fernando Henrique, afirmou Simon. A manifestação peedebista ocorre um dia após o cacique do PFL, senador Antonio Carlos Magalhães, ter afirmado que continua na base governista, desde que FHC mantenha neutralidade com relação a nomes.
Se o presidente ficar independente até a definição de um candidato à sucessão, tudo bem, disse Pedro Simon. Se isso não ocorrer, aí sim poderemos virar oposição, previu Simon, que atualmente só vê três candidatos em potencial à sucessão de Fernando Henrique: o governador Mário Covas, o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e o governador de Minas Gerais, Itamar Franco (PMDB).
O senador peemedebista classificou de ridículo o movimento interno do PMDB de São Paulo para romper com o presidente Fernando Henrique, articulado pelo ex-governador Orestes Quércia e que conta com o apoio do governador de Minas Gerais, Itamar Franco. Não vejo ninguém falar em romper, só o Itamar e o Quércia, avaliou o senador.
O diretório paulista do PMDB reúne-se hoje para apreciar a proposta de Quércia para romper com o presidente Fernando Henrique, com presença garantida do governador Itamar Franco. O Quércia não tem nenhuma influência sobre o PMDB nacional, garantiu Simon. Ele (Quécia) deveria se preocupar com sua candidatura a deputado federal ou à Prefeitura de Campinas, disse o senador do PMDB.
O presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), concorda com o senador Pedro Simon. Para ele, o assunto deveria ser debatido internamente pelo patido. O rompimento não passa de uma opinião dele (Quércia), disse Temer, na Assembléia Legislativa de São Paulo. Nem mesmo a presença do Itamar significa que a proposta de rompimento reflete a opinião do partido, garantiu. Para Temer, Quércia terá de obedecer aos escalões partidários.
O senador peemedebista visitou ontem o govenador Mário Covas (PSDB) no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.


