PMDB se fortalece para enfrentar o PT em 2012
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sábado, 23 de julho de 2011
Andrea Jubé Vianna <br> Agência Estado 
Brasília O PMDB deflagrou um amplo processo de renovação de quadros para se fortalecer para o confronto com o PT em 2012, com foco principal em São Paulo. Mas o esforço para atração de novos e velhos talentos - já que a estratégia contempla a refiliação de ex-peemedebistas - amplia-se para outros Estados, como Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraná e Goiás. No Paraná, o PMDB intensificou o assédio para trazer o ex-deputado Gustavo Fruet, que se desligou do PSDB.
Em São Paulo, as recentes filiações do deputado Gabriel Chalita e do presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que trocaram o PSB pelo PMDB, robusteceram o partido para as eleições municipais, após a morte do ex-governador Orestes Quércia. O PMDB vê em Chalita um nome competitivo para a Prefeitura de São Paulo.
Mas a ambição do PMDB vai além da capital: o partido tem como meta eleger o maior número de prefeitos nos 21 municípios paulistas com mais de 200 mil eleitores. Uma das novas aquisições foi o ex-prefeito de Sorocaba e ex-deputado Renato Amary, que trocou mais de 20 anos no PSDB pelo PMDB de Michel Temer. Com Amary, o PMDB pretende arrebatar a Prefeitura de Sorocaba, município com mais de 400 mil eleitores.
A estratégia de fortalecer o partido em São Paulo combina, ainda, o retorno de velhos caciques, como o ex-governador Luiz Antonio Fleury, e a atração de famosos, como o cirurgião plástico Charles Yamaguchi, que o partido pretende lançar candidato a vereador. São Paulo tornou-se o foco desse processo de renovação pela necessidade de preencher a lacuna deixada por Quércia, já que o diretório paulista ficou órfão de caciques. Mas a estratégia alcança outros Estados, com menor impacto, para não ameaçar as lideranças locais.
Na Bahia, o ex-ministro da Integração Regional Geddel Vieira Lima lidera o esforço para refiliar o radialista e ex-prefeito de Salvador Mário Kertész. Derrotado nas eleições para o governo da Bahia em 2010, Geddel - agraciado com uma vice-presidência da Caixa Econômica Federal - não quer disputar as eleições municipais e aposta em Kertész como cabeça de chapa para retomar a Prefeitura de Salvador, após o rompimento com o prefeito João Henrique, que deixou o partido.
Também em Campo Grande (MS), a estratégia é trazer de volta uma liderança peemedebista, o deputado Edson Giroto (PR), que foi secretário de Obras do governador André Puccinelli (PMDB). Por fim, em Goiás, o PMDB trouxe do PR o ex-prefeito de Senador Canedo Vanderlan Cardoso. Ele ficou em terceiro lugar nas eleições para o governo, com expressivos 502 mil votos (16,6% do eleitorado).


