PMDB reunirá caciques no Paraná
Os peemedebistas que defendem o lançamento de candidatura própria na briga pela sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em outubro, vão se reunir em Curitiba no próximo dia 7 de fevereiro. O encontro nacional servirá de preparação para a convenção do partido, marcada para 8 de março, quando peemedebistas governistas e de oposição se enfrentam para definir os rumos da sigla.
A direção estadual do PMDB quer trazer os ex-presidentes José Sarney e Itamar Franco e o senador Roberto Requião para o centro das discussões. O presidente regional em exercício, Milton Buabssi, mandou fax ontem para o Hotel Copacabana, no Rio, convidando Itamar Franco para o encontro. O ex-presidente deve deixar no início do mês que vem o cargo de embaixador junto à Organização dos Estados Americanos.
Um encontro em Curitiba serviria para consolidar a tese dos peemedebistas defensores do lançamento de um dos três nomes para as eleições. O grupo estaria preocupado com os destinos do partido no Brasil. A ala governista avança com rapidez e, há meses, ameaça pôr em prática uma estratégia para derrubar o atual presidente nacional, deputado federal Paes de Andrade (CE).
Os dirigentes do partido nos 27 estados da Federação e os presidentes regionais da Fundação Pedroso Horta - o instituto oficial do PMDB - também estão sendo chamados pelo comando estadual. Muitos deles estão entre os 536 delegados com direito a voto na convenção, que receberam apelo, por carta, do senador Requião pedindo voto. A idéia é reunir o PMDB e tirarmos posições que confirmem a nossa tese do lançamento de candidatura própria, explica Milton Buabssi.
Ele e o senador Requião percorrem hoje a região oeste do Paraná para difundir a idéia e convocar as lideranças locais do partido para estarem em Curitiba no início do mês que vem. Laranjeiras do Sul, Cascavel e Toledo fazem parte do itinerário. Dividido entre o Palácio Iguaçu e o Palácio do Planalto, Requião tenta com todas as armas emplacar a indicação para a presidência, antes de assumir, como candidato, compromisso na briga contra a reeleição do governador Jaime Lerner (PFL).
O pré-candidato do PT-PDT à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse ontem em Curitiba que, para as esquerdas, tanto faz se o PMDB lançar candidato próprio ou uma parte de seus integrantes apoiar o governo. Ou haverá divisão de votos contra o presidente ou receberemos o apoio da dissidência, avaliou. Lula não quis trabalhar ainda com a hipótese de o PMDB vir a se compor com o PT e demais partidos da frente. Primeiro o Requião, ou qualquer um deles, deve ganhar a convenção, ressaltou.





