Curitiba - O ex-secretário da Justiça Aldo Parzianello (PMDB) confirmou ontem que será o candidato do PMDB ao Senado. ''Pelo tamanho do PMDB é preciso que tenha um candidato ao Senado. Nós vamos nos registrar amanhã (hoje) cedo no TRE'', disse ele. Nos bastidores, o comentário era de que nomes mais conhecidos não queriam se arriscar na missão de se lançar ao Senado agora.
A primeira dificuldade estaria em alavancar uma campanha eleitoral cerca de um mês e meio depois do início da disputa e com o nome do candidato à reeleição pelo PSDB, senador Alvaro Dias, já aparecendo no topo das pesquisas eleitorais. A segunda dificuldade está ligada ao fim da coligação entre PMDB e PSDB, determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná na semana passada. É que para beneficiar o então aliado tucano, o PMDB optou por não registrar um candidato ao Senado. A coordenadoria jurídica da coligação Paraná Forte (PMDB/PSC) acredita que poderá, mesmo fora do prazo, registrar um novo nome ao Senado. Mas a assessoria do TRE já explicou que o novo registro passará pela análise de um juiz do órgão.
Já o registro do atual vice-governador, Orlando Pessuti (PMDB), nome escolhido para ocupar a vaga do deputado estadual Hermas Brandão (PSDB), ex-vice na chapa de Requião, está previsto na legislação eleitoral.
Caso o governador Roberto Requião (PMDB) e seu atual vice-governador, Orlando Pessuti (PMDB), sejam reeleitos, o Tribunal de Contas (TC) do Paraná terá que aguardar mais tempo para preencher a vaga deixada pelo conselheiro Kielse Crisóstomo da Silva, falecido em fevereiro. Pessuti foi eleito para o TC em meados de março com os votos de 28 dos 54 parlamentares da Assembléia Legislativa do Estado, mas nunca assumiu a vaga justamente para aguardar as definições relacionadas às alianças partidárias. Segundo colocado na eleição do TC, o deputado estadual Durval Amaral (PFL) e candidato à reeleiçãoe disse que pretende ''declinar'' caso seja indicado para ocupar a vaga de conselheiro.

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