O PMDB realiza hoje convenções para renovar as direções municipais em todo o País. Serão eleitos os diretórios municipais e zonais, delegados para a convenção estadual e a Comissão de Ética e Disciplina do partido. No Paraná haverá convenções em 398 dos 399 municípios: em Curitiba, a eleição só ocorrerá dentro de três meses, porque a executiva pediu a dissolução do diretório. As zonais foram dissolvidas, abrindo espaço para a realização de eleições diretas, como reivindica a direção do partido.
Antes, as zonais de Curitiba indicavam delegados indiretamente. A extinção das zonais, há 15 dias, acatou entendimento do TSE. A executiva Curitiba é comandada por Maurício Requião, irmão do senador Roberto Requião, presidente estadual do PMDB e principal nome do partido para concorrer ao governo do Estado, em 2002.
O vereador Paulo Salamuni deve ser nomeado, amanhã, presidente da provisória. Nas eleições, Salamuni deve concorrer com a chapa do ex-vereador Jonatas Pirkiel, que comanda a 4ª zonal.
As convenções municipais marcam ainda o fim do mandato de comissões provisórias em mais de 50 cidades, onde os diretórios foram dissolvidos depois da eleição de 1998, por baixo desempenho eleitoral.
As 10 zonais de Curitiba não querem perder a representação política, e realizaram ontem - por força de liminar concedida pela 15ª Vara Cível de Curitiba - as eleições internas. Apesar da Justiça Eleitoral não considerá-las, o estatuto do partido prevê sua existência.
Em Londrina, após dois anos da intervenção da executiva estadual do partido, os quase 17 mil filiados do PMDB na cidade elegem hoje o seu presidente e a executiva que estará à frente do diretório municipal até 2003.
O ex-prefeito e presidente da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), Luis Eduardo Cheida é o candidato da chapa única ''Requião Governador''. Segundo o presidente da comissão provisória, João Mendonça da Silva, as eleições de hoje trazem o diretório municipal à ''normalidade''.
''A cidade volta a ter um diretório com executiva constituída e com certeza, continuar no rumo'', afirmou.
Conforme Mendonça, a intervenção no diretório municipal foi determinada pelo apoio que o então presidente Marcos Colli prestava à administração do ex-prefeito Antonio Belinati (ex-PFL e atualmente sem partido). (Colaborou Cristiane Oya, de Londrina)

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