Arquivo FolhaSem chanceLuiz Claudio Romanelli: partido, em nível nacional, ‘‘está comprometido com o governo FHC’’ Os deputados estaduais do PMDB querem que o senador Roberto Requião defina de uma vez se é ou não o candidato do partido à sucessão do governador Jaime Lerner (PFL), em 98. Luiz Claudio Romanelli e Caíto Quintana encontraram-se separadamente, na última segunda-feira à noite, com o senador para pedir que apresse o lançamento do seu nome à briga pelo Palácio Iguaçu e coloque um fim nas incertezas que envolvem o seu futuro político. Requião se divide hoje entre o governo do Estado e a possibilidade de ser o candidato do PMDB à sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Os deputados pressionam para que Requião comece, já nos próximos dias, a cumprir um roteiro de viagens e de visitas pelo interior do Estado. Tudo para emplacar o seu nome junto aos eleitores. Romanelli não tem dúvidas de que a intenção do senador em ser o indicado do PMDB à disputa presidencial vai naufragar. ‘‘O partido está comprometido com FHC’’, analisa. Para ele, é mais interessante que o senador concorra ao Iguaçu e que intensifique o processo de aproximação com o PSDB do presidente da Telepar, ex-governador Álvaro Dias, o que pode vir a resultar numa aliança.
Para o presidente em exercício do PMDB, Milton Buabssi, não há dúvidas de que o senador é o candidato da sigla ao governo. ‘‘O que falta é uma presença mais atuante’’, ressalva. Buabssi já pediu para que Requião reserve alguns dias da semana para dedicar-se às ‘romarias’ que se iniciariam por Curitiba e região metropolitana, onde o senador mantém a sua principal base eleitoral no Estado. ‘‘Ele tem plenas condições de compatibilizar as duas coisas’’, cobra o dirigente partidário.
Os apelos dos peemedebistas - que dependem do empenho do senador para manter ou conquistarem mandatos em 98 - não sensibilizaram Requião. Ele adianta que não está disposto a tomar nenhuma posição, quanto a que candidatura assumir, antes da convenção nacional do PMDB, ainda sem data marcada e que servirá para homologar apoio ao presidente Fernando Henrique Cardoso ou lançamento de candidatura própria. ‘‘Não há necessidade de definirmos candidaturas agora. Temos, sim, é de nos mantermos em campanha eleitoral permanente’’, avaliou.
Segundo o senador, um roteiro de visitas não é o suficiente para se consolidar a intenção do PMDB de voltar ao Palácio Iguaçu. ‘‘Precisamos fortalecer primeiro o partido, razão pela qual quero assumir o comando do PMDB em maio próximo’’, sinaliza. A convenção estadual que elegerá nova direção da sigla está agendada para maio. Ontem, Requião dedicava-se a articulações junto às lideranças nacionais do PMDB, em defesa da permanência de Paes de Andrade no comando da sigla e da tese de lançamento de candidatura própria.

mockup