A briga do candidato das oposições, senador Roberto Requião (PMDB), contra a Justiça Eleitoral do Paraná, foi parar em Brasília. Os advogados do senador ajuizaram ontem à tarde medida cautelar pedindo a intervenção dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para assegurar efeito suspensivo aos recursos ingressados pela equipe jurídica de Requião no Paraná. Os advogados do senador alegam que a campanha de Requião está sofrendo prejuízos e que a maioria das decisões dos juízes paranaenses favorece seu principal adversário, o governador Jaime Lerner (PFL).
A oposição tem expectativa de uma manifestação do TSE hoje. Simon Caldas de Quadros, um dos advogados de Requião, está de plantão em Brasília. Até o final do expediente na Justiça Eleitoral em Curitiba, o senador do PMDB continuava com os seus programas do horário gratuito na tevê e no rádio - de hoje - suspensos. Os advogados entendem que os programas do senador não ofendem a honra de Lerner e que os direitos de resposta não podem ser concedidos antes do julgamento de mérito da ação, sob pena de comprometer um espaço que ainda não está assegurado judicialmente.
Um documento revelando o parcelamento em 30 vezes de um reajuste de 11,98% sobre os salários dos magistrados entre agosto de 95 e fevereiro de 98 e que passou a vigorar em junho deste ano mediante acordo entre o governo do Estado e o Tribunal de Justiça, é outra arma que está sendo preparada pela oposição para pedir a suspeição da Justiça Eleitoral do Paraná junto ao TSE. Requião sugeriu ontem que o repasse de recursos autorizado pelo governo Lerner, em favor dos magistrados, está tendo reflexos nos julgamentos das ações que o envolvem.
O presidente da Associação dos Magistrados do Paraná, Ruy Fernando Oliveira, rebateu as acusações do senador. Ele disse à Folha que os 11,98% de acréscimo salarial são referentes ‘‘à diferença decorrente do decréscimo remuneratório constatado com a conversão de salário em URV’’. ‘‘Não tem nada de acerto. O caro senador está inventando tudo mais uma vez’’, criticou o presidente da AMP. Oliveira afirmou que o parcelamento já havia sido requerido em janeiro deste ano e que só agora foi liberado.
‘‘Em alguns estados esta recuperação salarial, paga também a todos os servidores da Justiça, foi paga em duas ou três parcelas.

mockup