PMDB quer direito de resposta contra programa do PFL
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quarta-feira, 30 de novembro de 2005
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O programa do PFL veiculado em rede nacional segunda-feira à noite causou indignação entre os deputados peemedebistas. O programa fez uma série de críticas a projetos do governador Roberto Requião (PMDB) e afirmou que diversas promessas de campanha não foram cumpridas. A sigla do PFL só foi citada no final, depois de cerca de 20 minutos criticando o atual governo. O PFL deu a entender que deve apoiar o senador Osmar Dias (PDT) ao governo do Estado nas próximas eleições. O PMDB redigiu uma carta de repúdio ao conteúdo do programa do PFL e promete entrar na Justiça para pedir direito de resposta.
''Nós vamos desmacará-los publicamente. Eles não têm moral nenhuma para falar'', rebateu o presidente estadual do PMDB e líder do governo na Assembléia, deputado Dobrandino da Silva (PMDB). O deputado Alexandre Curi (PMDB) afirmou que ''o partido (PFL) ficou oito anos no governo do Estado e não apresentou resultados''. Entre as críticas feitas pelo PFL está o fato de Requião ter prometido acabar com o pedágio e não ter cumprido. O programa não mencionou que o pedágio foi implantado quando Jaime Lerner (ex-PFL e atual PSB) era governador e o deputado Nelson Justus (PFL), secretário dos Transportes.
O ex-pefelista, que já foi defensor ferrenho de Lerner, inclusive chefiou a Casa Civil no governo PFL, deputado Rafael Greca (PDMB), também criticou o programa. ''O programa foi quase uma carta anônima porque os deputados estaduais e federais não tiveram coragem de falar contra o governador, servindo de ventríloquo para explorar a falsidade das versões contra a verdade histórica'', comentou. As críticas do PFL atingiram o Porto de Paranaguá, que teria perdido carga para outros portos, o pedágio, o programa de conservação das estradas estaduais e o programa Leite das Crianças.
O presidente do PFL no Paraná, deputado federal Abelardo Lupion, afirmou que seu partido fez apenas ''um programa mostrando o que não foi cumprido por Requião''. ''Eles podem entrar na Justiça. É um direito'', afirmou. Lupion justificou que o PFL ''criou o pedágio, mas não prometeu acabar com ele''. O programa do PFL terminou com a frase ''dias melhores virão''. O presidente do PFL confirmou que isso é uma sinalização que o partido deve apoiar Osmar Dias ao governo do Estado ano que vem. O único comentário que Requião fez sobre o programa, ontem na Escola de Governo, foi que está ''esperando dias melhores.''


