PMDB quer CPI para investigar Fundação Copel
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segunda-feira, 05 de março de 2007
Rodrigo Lopes<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A bancada do PMDB na Assembléia Legislativa vai propor a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar aplicações financeiras da Fundação Copel no falido Banco Santos. Segundo os deputados, R$ 36,7 milhões pertencentes à fundação estão retidos desde que foi decretada a falência do banco, em 2005. A instalação da CPI, no entanto, não tem data para acontecer.
Segundo o deputado Waldyr Pugliesi, líder do PMDB na Assembléia, o objetivo é descobrir o motivo que levou a direção da Fundação Copel a manter os investimentos no Banco Santos mesmo depois que o Banco Central decretou uma intervenção na instituição financeira. ''O que foi feito é o mesmo que você vender a sua casa para quem você sabe que está quebrado'', compara Pugliese.
O deputado diz ainda que, mesmo com o fundação sendo um fundo de previdência gerido por funcionários e ex-funcionários da Copel, o assunto pode ser alvo de uma CPI uma vez que o governo é o acionista majoritário da empresa. O deputado afirma ainda que a CPI não tem intenção de investigar a postura do ex-governador Paulo Pimentel, que era o presidente da Copel na época. Nos últimos meses, Pimentel vem adotando uma postura de oposição ao governo Roberto Requião (PMDB). ''Não fazemos referência a nome de ninguém, apenas pedimos a investigação'', justifica o deputado.
Até ontem, Pugliese já havia conseguido a assinatura de 24 deputados, seis a mais do que o mínimo necessário para pedir uma CPI. O problema é que, desde o início do ano, já foram propostas outras seis comissões. O regimento interno da Assembléia permite que apenas cinco sejam instaladas ao mesmo tempo. O presidente da Casa, deputado Nelson Justus, afirma porém que a Assembléia teria capacidade para que somente duas comissões funcionassem simultaneamente.


