Curitiba - As possíveis alianças partidárias para as próximas eleições já começam a ser discutidas nos bastidores políticos. Ontem, líderes do PMDB, PT e PCdoB assinaram no Paraná um protocolo de intenções para o pleito de 2008, quando ocorrem as disputas nas prefeituras e câmaras de vereadores. O presidente estadual do PMDB, Renato Adur, explica que a idéia é que, primeiro, cada uma das três siglas tentem ‘‘viabilizar uma candidatura própria’’. ‘‘Depois tentamos viabilizar a candidatura do grupo de acordo com as peculiaridades de cada cidade’’, completou.
  A prioridade dada à candidatura própria é conseqüência, segundo Adur, do resultado das eleições de 2004, em Curitiba. Naquele ano, desde o primeiro turno da disputa pelo cargo de prefeito da Capital, o PMDB optou por apoiar o candidato do PT, Ângelo Vanhoni, hoje deputado federal. No segundo turno, porém, a união entre PT e PMDB não conseguiu derrotar o então candidato pelo PSDB, Beto Richa, atual prefeito de Curitiba. ‘‘Na eleição anterior cometemos um erro estratégico. A gente entendia que aquela era a melhor situação, mas erramos. Não provocamos um fato novo no segundo turno. Mas é uma lição que a gente aprende na prática’’, afirmou. O PMDB, agora, pretende primeiro lançar um candidato próprio. Num eventual segundo turno, o PMDB discute a união com o PT e o PCdoB.
  Ao ser questionado sobre os candidatos do PMDB que podem ganhar reforço de siglas como o DEM (ex-PFL) e o PSDB, Adur é realista. ‘‘É claro que nós vamos respeitar as peculiaridades de cada um dos 399 municípios do Estado. Mas no momento não estamos discutindo vetos. A intenção do protocolo é agrupar partidos que têm uma ligação, uma identidade. Será uma orientação.’’
  O presidente do PT do Paraná, deputado federal André Vargas, reforçou a tese defendida por Adur. ‘‘Nós só estamos nos organizando para defender os governos Lula e Requião. É uma orientação nacional’’, afirmou Vargas, em referência ao pleito de outubro do ano passado, quando o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), derrotou seu adversário, o senador Osmar Dias (PDT), com apenas 50,10% dos votos válidos no Estado.

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