O PMDB decidiu apertar o cerco em cima dos deputados do partido que estão aliados ao governo e se recusam a assinar o pedido de instalação da CPI das Montadoras, na Assembléia Legislativa. Numa reunião ontem à noite, a executiva regional fechou questão sobre o apoio à formação da CPI. Desta maneira, toda a bancada será obrigada a assinar o pedido de CPI. Quem não cumprir a determinação da executiva do partido poderá ser expulso da agremiação.
Mesmo com o fechamento de questão, os deputado Durval Amaral e Cleiton Kielsen Crisóstomo pretendem correr o risco. Eles antecipam que não endossam a CPI.
Amaral e Crisóstomo se transformaram o fiel da balança para a instalação da comissão. O PMDB e PT, partidos que propuserem a CPI, precisam arregimentar 18 assinaturas. As duas bancadas já conseguiram 13 assinaturas (oito do PMDB e cinco do PT). Há a promessa de dois deputados do PSDB engordarem o pedido. Ainda assim, ainda vão faltar três adesões.
Os dois ‘dissidentes’ do PMDB temem assinar o documento e depois sofrer retaliação por parte do governo do Estado. ‘‘Sou municipalista e tenho que atender muitos prefeitos no interior’’, justifica Crisóstomo. Ele disse que será vítima de ‘‘boicote’’ se seguir a orientação do partido.
Para o deputado Durval Amaral, assinar o pedido de CPI seria ir contra a sua ‘‘consciência’’. ‘‘Não vou assinar a CPI porque vou votar com a minha convicção’’, afirmou. Amaral diz que o governo está correto ao trazer montadoras para o Paraná. Ele afirma não ver irregularidade nos incentivos oferecidos pelo governo para atrair as montadoras e antecipa que não seguirá o partido, mesmo com ameaça de punição.

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