PMDB pressiona por aliança rápida com PT
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quarta-feira, 07 de outubro de 2009
Maria Clara Cabral<br>Folhapress 
Brasília - Reunida na noite de anteontem, a cúpula do PMDB decidiu pressionar o PT para formalizar, o mais rápido possível, uma aliança para as eleições de 2010, com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) como candidata à Presidência e um peemedebista na vice.
Mais cotado para a vaga, o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), deve ligar para Lula hoje e informar o resultado do jantar.
A intenção é que Lula marque, já no final da semana que vem, um encontro com lideranças dos dois partidos para fechar oficialmente o acordo.
''Queremos ouvir do Lula e do PT (que o PMDB vai ficar com a vice) e ele deve querer ouvir também da gente (o apoio a Dilma)'', disse o líder Henrique Alves (PMDB-RN).
''Com o pré-compromisso acertado, vamos nos dedicar, como aliados, a tentar resolver as questões nos Estados'', disse Alves. Um dos casos em que é quase impossível unir PT e PMDB é na Bahia. O ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), disse, no jantar, ser irreversível sua candidatura para o governo do Estado contra o governador Jaques Wagner (PT), que deseja a reeleição.
Poucos peemedebistas que apoiam o governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência, José Serra, participaram do encontro. Um deles, o deputado Eliseu Padilha (RS), ficou quieto durante grande parte da noite. Essa ala do PMDB, da qual faz parte o ex-governador Orestes Quércia, é minoritária nacionalmente.
PDT
Também em jantar anteontem em sua residência, Dilma deu os primeiros passos para selar o apoio do PDT. ''Ela (Dilma) trabalha para montar a chapa e quer a gente do lado dela e essa tendência é cada vez maior'', disse o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP).
Segundo relatos de presentes, o PDT ouviu um recado claro: quanto mais o partido antecipar a decisão de apoio à candidata petista, maior será o papel da sigla na campanha e num eventual futuro governo.
Dilma e os petistas desejam declarações explícitas de apoio do PDT e ajuda do partido para aproximar a candidata petista das centrais sindicais.
Há duas semanas, Dilma teve conversas com dirigentes do PC do B. Na próxima terça-feira, receberá a bancada do PR.


