O PMDB está pressionando Jader a renunciar ao cargo de presidente do Senado e não apenas se licenciar da função. O motivo é que com a renúncia novas eleições para a presidência são convocadas, no prazo de cinco dias, e o PMDB poderá eleger um outro presidente para o cargo. Os nomes do ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) e do senador Pedro Simon (PMDB-RS) eram ontem os mais cotados para presidir a Casa.
A idéia era que Jader renunciasse apenas ao cargo de presidente. Poderia se manter como senador sem perder o direito à imunidade parlamentar. Se Jader optar por se licenciar da presidência por até 120 dias, conforme permite o Regimento Interno do Senado, o senador do PFL Edison Lobão (MA) assume o cargo. Ontem Lobão se reuniu com o procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, que assegurou, ter ido ao Senado ‘‘tratar do orçamento do Ministério Público’’.
Além de deixar um espaço que é do PMDB para os pefelistas, Jader também perderia o direito a ser processado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e seu processo seria analisado pela Justiça comum.
Para deixar claro que a oposição não está disposta a fazer acordo para salvar Jader, o líder do PT na Câmara, Walter Pinheiro (BA), apresentou um requerimento à mesa do Congresso solicitando a convocação para o próximo dia 24 da Comissão Representativa da Câmara e do Senado. Na ocasião, o petista quer que sejam analisados os requerimentos que pedem investigações sobre o envolvimento de Jader em desvio de verbas públicas.

mockup