Curitiba - O PMDB do Paraná ainda deve discutir possibilidades de alianças com todos os partidos e a definição de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou à candidatura do tucano Geraldo Alckmin (PSDB) somente no final do mês. As afirmações são do presidente do partido no Estado, deputado estadual Dobrandino da Silva, que deve se reunir com o presidente nacional do PSDB, Tasso Jereissati, nos próximos dias. O PSDB-PR já declarou que todos os palanques ao seu candidato à Presidência no Paraná são bem-vindos.
''Nosso partido está aberto para discutir fusão com todos os partidos. Mas qualquer tipo de coligação só vai se concretizar às vésperas da nossa convenção (que deve acontecer no próximo dia 25)'', afirmou Dobrandino. Ele disse que o correto seria seu partido lançar candidato próprio à Presidência. Caso isto não aconteça, Dobrandino se mostrou favorável a Alckmin e repudiou a idéia do PMDB indicar o vice de Lula.
Dobrandino afirmou que é possível notar que boa parte da bancada paranaense do partido deve decidir pelo apoio a Alckmin. Isso deve acontecer mesmo se Requião apoiar Lula, como aconteceu na eleição passada. ''Não somos obrigados a apoiar o candidato que o Requião quer. Acho que o PT não está conduzindo bem o Brasil e uma eventual aliança com o PMDB seria forçada.'' Quanto a alianças, Dobrandino afirmou que não é possível resolver nada agora, apenas conversar, porque as regras do jogo ainda não estão definidas.

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