Brasília - Reservadamente, a cúpula do PMDB já admite que a nomeação de Evandro Coura para a presidência da Eletrobrás está descartada. A indicação para o posto do atual presidente da ABCE (Associação Brasileira das Concessionárias de Energia Elétrica) não teria resistido à disputa com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e à oposição do setor elétrico.
O ex-presidente da Eletronuclear Flávio Decat - afinado com a ministra - é considerado, hoje, o nome favorito para o comando da Eletrobrás. Os peemedebistas dizem que o partido desistiu de emplacar Coura, mas ainda quer indicar alguém para o posto.
Em Brasília, o senador José Sarney (PMDB-AP) negocia os cargos do setor elétrico. Em conversas com aliados, manifestou ''desgosto'' por não ter conseguido emplacar Evandro Coura na Eletrobrás.
O Palácio do Planalto e o comando do PMDB decidiram por um freio nas negociações dos cargos até o Carnaval. As disputas internas estariam inviabilizando as nomeações para as estatais, o que um peemedebista considera um ''problema pontual'' - numa tentativa de minimizar a queda de braço dentro da legenda.
Além da presidência da Eletrobrás, a Diretoria Internacional da Petrobras é um dos entraves nas negociações. Também estão no centro da disputa as presidências da Eletronorte e da Eletrosul.

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