PMDB pode ficar fora da Comissão de Justiça
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quarta-feira, 02 de abril de 1997
Leandro Donatti Sucursal de Curitiba 
A bancada estadual do PMDB pode ficar de fora da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), considerada estratégica na Assembléia Legislativa. A ameaça vem dos próprios peemedebistas, que não se conformam com a perda do direito de indicar o vice-presidente da Comissão para o PFL. Partido de sustentação do governo do Estado, o PFL garantiu a indicação do deputado Basílio Zanusso para a vaga.
Ontem, o presidente da Assembléia, deputado Aníbal Khury (PTB), disse que se o PMDB insistir na tese de manutenção da vaga - que vinha sendo ocupada por José Tavares - corre o risco de perder suas três cadeiras. Teremos de fazer um novo cálculo se eles não acatarem o acordo que foi fechado, avisou Khury, que pretende instalar as 16 comissões internas até terça-feira.
Além da CCJ, estão pendentes as comissões de Terras e de Orçamento. Na de Terras, a disputa se centraliza entre os deputados Edson Silva Lino (PSDB) e Nereu Moura (PMDB). O tucano alega que fez um pacto de revezamento com o peemedebista, que, até fevereiro deste ano ocupou a presidência.
Na de Orçamento, a briga é protagonizada pelos deputados Marquinhos Alves (PTB) e Cesar Silvestri (PSDB). O deputado Durval Amaral (PMDB), cotado até a semana passada para o cargo, abriu mão da indicação, já que é quase certa a sua manutenção na relatoria da comissão.
GarantidoO deputado Joel Coimbra (PDT) será reconduzido à presidência da CCJ, conforme acordo de lideranças fechado há um mês. Coimbra passou os últimos 15 dias coletando assinaturas para a sua confirmação.


