Curitiba - A desincompatibilização na tarde de terça-feira do ex-diretor administrativo da Itaipu Binacional, Rubens Bueno, abriu espaço para especulações sobre quem o substituirá. Provisoriamente, o diretor jurídico João Bonifácio Cabral Júnior está acumulando a vaga deixada por Bueno. A decisão sobre o nome do novo diretor da Itaipu deverá acontecer apenas na semana que vem. É que o diretor-presidente da instituição, Jorge Samek, retorna amanhã de uma viagem que fez ao exterior para estabelecer parcerias com a China.
A prerrogativa da escolha de um nome para ocupar o cargo é do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como o PPS não pretende pleitear a vaga deixada, a probabilidade é que a indicação fique a cargo do PMDB do Paraná. Alguns nomes chegaram a ser ventilados, como do próprio ex-deputado federal Edésio Passos (PT). Entretanto, o nome dele estaria praticamente descartado porque o PT já mantém três das seis diretorias da Itaipu Binacional. Duas diretorias são eminentemente técnicas e ocupadas por pessoas que não estão ligadas a partidos políticos.
Lula deverá então escolher um dos partidos que integram as alianças de sustentação do PT no Brasil e no Paraná. Entre os partidos da coligação que figuram com mais probabilidades de indicação estão: PMDB, PTB, PL e o PPS. Ontem chegaram a ser cogitados ainda os nomes de Eduardo Requião (atual superintendente do Porto de Paranaguá) e Paulo Pimentel (atual presidente da Copel). Entretanto, nenhum dos nomes foram confirmados pela Itaipu Binacional em Foz do Iguaçu. A assessoria do governador informou à Folha ontem que Roberto Requião não pretende participar das discussões sobre o sucessor de Rubens Bueno na direção administrativa da hidrelétrica.

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