A bancada estadual do PMDB está mobilizada na briga por um cargo estratégico na mesa executiva, cuja eleição está marcada para os próximos dias 2 e 3. Acuados com a reação prenunciada pelo Palácio Iguaçu, que não vê com bons olhos a entrega da primeira vice-presidência para um partido de oposição, o PMDB iniciou ontem uma série de contatos políticos para garantir a função, ou numa hipótese mais remota, a segunda secretaria loteada para o PPB.
O líder da bancada Orlando Pessuti aunciou que vai contactar com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB); e com os ministros Eliseo Padilha (Transportes) e Renan Calheiros (Justiça). A idéia é fazer uma pressão política que garanta um ‘cargo vip’ para o PMDB. O partido já indicou Caíto Quintana. O movimento peemedebista tem apoio de setores da base aliada que vêem a representatividade da oposição na mesa como um freio no governo.
‘‘Por tradição sempre ocupamos a segunda secretaria. Dessa vez o PPB bateu o pé. Eles têm mais deputados que nós. É por isso que queremos a primeira vice. Quando o PMDB era governo, por exemplo, nunca foi proibida a participação da oposição em cargos estratégicos’’, avaliou Pessuti. Ele lembrou que quando presidente da Casa, em 94, o vice era Hermas Brandão (PTB) e o primeiro secretário, Aníbal Khury (PFL).
Pretextato Taborda Ribas voltou a afirmar ontem que o governo não pretende interferir no processo eleitoral dos deputados. O chefe da Casa Civil ressaltou entretanto que o governador não vê com simpatia a possibilidade da oposição ocupar a vice de Lerner. O governo aposta no empenho de seu líder na Casa, Valdir Rossoni (PTB), para contornar as intenções do PMDB. (L.D)

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