O diretório municipal do PMDB se reúne hoje às 18 horas para debater a situação dos vereadores Henrique Barros e Osvaldo Bergamin. Na ocasião, pode ser votada a possibilidade de uma acareação entre eles.
De acordo com o presidente do diretório, deputado federal Luiz Eduardo Cheida, o debate frente a frente visa esclarecer as diferenças entre as declarações prestadas durante a investigação. Barros, preso durante quatro dias após ser flagrado com R$ 9,9 mil (que, segundo o MP, seria propina para aprovar projeto de lei sobre zoneamento urbano), acusou Bergamin de ser beneficiário do esquema - além dos vereadores Orlando Bonilha (PR), Renato Araújo (PP) e Flávio Vedoato (PSC). Em depoimento, ele alegou que Bergamin estava na sala onde entregou um envelope contendo dinheiro de suborno, e que o colega sabia do fato e ainda teria feito sinal de positivo com as mãos, quando indagado se estava tudo certo. Bergamin nega a acusação do colega de partido.
De acordo com o presidente do diretório do PMDB, o caso de Bergamin também será encaminhado ao Conselho de Ética do partido, que analisa, à parte, o de Barros. ''Ainda não li a peça de acusação; portanto, tenho que considerar o que ele me diz: que é inocente'', afirmou, sem responder se está ou não convicto do argumento de Bergamin.
Também ontem, em Curitiba, o governador Roberto Requião (PMDB) falou com a FOLHA a respeito da denúncia. Ele elogiou o trabalho do Ministério Público no caso e afirmou que apóia o tratamento dado pela cúpula do PMDB local aos dois vereadores. ''O MP foi excepcional. E o partido já tomou atitude, afastando o Henrique da liderança''. ''No decorrer do processo'', continou o governador, ''tem que tomar atitudes mais duras''. (Colaborou Catarina Scortecci)

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