PMDB pode dar candidatura a Chab
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 1999
Leandro Donatti 
Alojado há cerca de um ano e meio no PTB, sigla que lhe garantiu a reeleição em outubro passado, o deputado estadual Ricardo Chab - que já passou pelo PMDB e pelo PSDB - pretende intensificar a partir de hoje uma série de contatos políticos que podem culminar numa nova troca partidária. De olho na sucessão do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), o deputado está a procura de uma sigla para concorrer no ano 2000.
O retorno ao PMDB do senador Roberto Requião é uma das opções mais fortes assumidas por Chab. O futuro incerto do PTB, que renova em março seus comandos nacional e estadual, e a postura política que vem sendo adotada pela sigla nas últimas eleições não dão segurança ao deputado. Por integrar um partido que é aliado do Palácio Iguaçu, o deputado não tem garantia alguma de que o PTB vai bancar uma candidatura que pode chocar-se com os interesses do PFL do governador Jaime Lerner.
Quero ser candidato a prefeito de Curitiba. Se o PMDB me garantir isso, estou assinando ficha amanhã, declarou ontem. Na semana que vem, o deputado afirma ter uma nova conversa com o PMDB. O presidente municipal, Maurício Requião, o irmão do senador Roberto Requião, diz não ter sido informado dessa nova conversa. Ele já foi nosso companheiro no PMDB e está mantendo os contatos com o (Roberto) Requião, ponderou.
Ricardo Chab anunciou que o seu projeto político consiste numa aliança entre o PMDB e o PT, nos mesmos moldes da formulada nas eleições passadas. O deputado não vê a reeleição de Cassio Taniguchi como um processo natural dentro da base aliada. A proposta do Cassio está deixando a desejar, assinalou.
Para garantir por antecipação a sua candidatura no PMDB, Ricardo Chab terá de vencer as resistências internas. Maurício Requião frisou ontem que, antes de assegurar candidaturas, o PMDB quer ter a certeza de que o deputado vem para o partido para se somar à oposição contra o governo Lerner. O partido está aberto para qualquer tipo de filiação, mas garantir uma candidatura dois anos antes é outra conversa, avaliou.
Maurício Requião afasta as especulações de que teria interesse pessoal em concorrer à Prefeitura de Curitiba, pelo partido, no ano 2000. Derrotado nas urnas, como candidato a deputado federal, o irmão do senador Requião vem sendo apontado internamente como uma das opções viáveis do partido, assim como o nome do deputado federal, Gustavo Fruet, filho do ex-prefeito de Curitiba Maurício Fruet, vítima de uma infarto no ano passado.


