Brasília - A fidelidade partidária, a autorização para que os partidos pequenos disputem as eleições unidos numa federação e a mudança nos regimentos da Câmara e do Senado para que o tamanho das bancadas seja definido pelo número que sair das urnas e não pelo aliciamento e troca de legendas têm o apoio das cinco maiores siglas (PMDB, PFL, PSDB, PT e PP), do PL e do Prona.
Isso leva os presidentes destas agremiações a acreditar que essa parte da reforma política, de consenso, comece a ser votada ainda em abril.
Anteontem, os presidentes nacionais do PT, José Genoino, do PMDB, deputado Michel Temer (SP), do PSDB, senador Eduardo Azeredo (MG), e do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), fizeram uma primeira reunião e chegaram à conformidade quanto os três temas. O fim da verticalização das coligações, que obriga os patidos a repetir nos Estados a aliança feita para a disputa pela Presidência da República, tem o apoio do PMDB e do PFL, divide o PSDB e é rejeitada pelo PT. PMDB e PFL querem votá-la. Como não há acordo, terá de ser decidida na disputa em plenário. ''Nós somos a favor da verticalização'', diz Genoino. Até o encontro de terça-feira, ele batalhava pela aprovação do financiamento público de campanha e pelas listas fechadas, fórmula em que o eleitor vota na sigla.

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