PMDB pede impugnação de Beto Richa
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segunda-feira, 15 de julho de 2002
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) recebeu ontem 11 pedidos de impugnação de candidaturas, e uma notícia de inelegebilidade. Os dois pedidos de impugnação que causaram mais polêmica no meio político foram contra Beto Richa, nome do PSDB ao governo, e Paulo Pimentel, candidato ao Senado pelo PMDB (veja matéria nesta página).
O prazo para os interessados ajuizarem ações de impugnação no TRE vencia ontem. O prazo para recurso é de sete dias, a partir da notificação. A lista definitiva com os candidatos em 6 de outubro sai até 23 de agosto.
O pedido de impugnação do nome do filho do ex-governador José Richa foi encaminhado por Doático Alcides Alves do Santos, filiado do PMDB e fiel-escudeiro do senador Roberto Requião. O pedido vincula a candidatura de Beto Richa às investigações de um suposto caixa 2 na campanha de 2000 para a Prefeitura de Curitiba, que reelegeu Cassio Taniguchi (PFL).
A assessoria de Beto, que foi eleito vice-prefeito de Cassio, informou que ele vai recorrer da decisão. Segundo sua assessoria, o nome de Beto não aparece em nenhuma denúncia de caixa 2.
O PPS pediu a impugnação da Frente Trabalhista, que no Estado tem como candidato ao governo o senador Alvaro Dias (PDT). Os advogados do PPS arguiram que o impugnado usa o mesmo nome da coligação nacional, que tem como candidato Ciro Gomes (PPS).
O candidato a deputado federal Ney Leprevost Neto (PSDB) pediu a impugnação de José Carlos Leprevost, candidato a deputado federal pelo PRP. O motivo apresentado é hominímia (mesmo nome): o impugnado teria indicado para urna o nome Leprevost. Fato que pode gerar dúvida aos eleitores.
Eneas Flores, candidato a deputado estadual pelo PT pediu a impugnação do deputado estadual Ademar Traiano (PSDB), que busca a reeleição. O impugnante alega abuso do poder econômico por parte do impugnado.
O PMDB pediu a impugnação de Francisco Noroeste Guimarães (segundo o TRE, candidato do PL). O PMDB alegou abuso do poder econômico e político por parte do impugnado. O PMDB pediu também a impugnação do deputado estadual Sérgio Spada, e alegou também abuso do poder econômico e político.
A notícia de inelegibilidade foi encaminhada por Alvaro Timóteo Feijó, contra Dobrandino Gustavo da Silva, ex-prefeito de Foz do Iguaçu. Feijó alega inelegibilidade decretada pelo TSE por sentença condenatória de cassação dos direitos políticos em sede de ação civil pública por improbidade administrativa.
Mozarte de Quadros pediu a impugnação da candidatura do deputado estadual Luiz Carlos Alborghetti (PTB). O motivo seria propaganda ilícita antes do prazo por parte do impugnado.
Já o Ministério Público Eleitoral pede a impugnação de José Perazolo, alegando que ele teve as contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). O Ministério Público Eleitoral pediu ainda a impugnação de João Batista Ferreira da Cruz. Motivo: O impugnante alega que o impugnado teve as contas rejeitadas pelo TCE.


