Três dos outros quatro candidatos a prefeito de Curitiba – Eduardo Requião (PDT), Diego de Sturdze (PSTU) e Maurício Requião (PMDB) – são contrários à discussão do sistema de metrô na campanha eleitoral. ‘‘Temos que discutir o crescimento da cidade antes de discutir qual o sistema de transporte ideal para ela’’, argumentou Eduardo, um dos irmãos do senador Roberto Requião (PMDB). Ele, no entanto, afirmou que é favorável a um sistema de monotrilho.
Na opinião de Diego é ‘‘ridículo’’ discutir o metrô. ‘‘Poderia (a prefeitura) aumentar o número de ônibus para atender ao mesmo número de passageiros; mas isso contraria os interesses dos empresários do transporte coletivo’’, lamenta.
O candidato do PMDB acusa Cassio Taniguchi de divulgar a proposta do metrô para tirar proveito eleitoral. ‘‘Eles não estão preocupados em resolver os problemas da população. Isso é mais uma estratégia para vencer no primeiro turno’’, alega Maurício. O candidato afirmou que o PMDB tem técnicos que ‘‘há anos’’ estudam o sistema de transporte de Curitiba e que ‘‘alguns’’ defendem o metrô. ‘‘É um assunto complexo, mas quando colocado ao lado das grandes prioridades da nossa cidade, o metrô se mostra secundário’’, salienta.
O candidato do PSTU considerou ‘‘sacanagem’’ a proposta de Cassio Taniguchi, em instalar um metrô de superfície no trecho urbano da BR-116. ‘‘Serve ao processo de especulação imobiliária’’, afirmou Diego. Na opinião dele, a polêmica sobre o metrô ‘‘é para despolitizar o debate’’. A Folha não conseguir entrevistar o candidato Jamil Nakad (PRTB) porque ontem ele viajou para São Paulo.
Durante essa semana, Roberto Requião ocupou parte do programa dos candidatos a vereador do partido para criticar o metrô. Ele chamou o projeto de Forte Netto de ‘‘metrô borboleta’’ (por ser elevado), e a proposta de Vanhoni, de ‘‘metrô tatu’’ (por ser subterrâneo). Requião disse que o futuro prefeito deveria se preocupar com projetos sociais e não com o metrô. (R.B.N.)

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