Curitiba - O PT do Paraná oficializou ontem o apoio à candidatura de Roberto Requião (PMDB) ao governo do Estado. O apoio formal ocorreu dentro da sede do PMDB. Entretanto, o governador licenciado não compareceu. Requião tem adotado a postura de neutralidade e não tem declarado apoio a qualquer dos candidatos à Presidência da República. Mesmo assim, lideranças do PT acreditam que Requião poderá mudar de postura e declarar apoio formal a Lula antes da chegada do presidente ao Paraná no próximo dia 21. ''Lula virá ao Paraná e terá um palanque para ele. Um palanque com lideranças do PT e do PMDB. É claro que o governador Requião seria muito bem-vindo no comício'', disse Jorge Samek (PT), coordenador estadual da campanha à reeleição de Lula.
Samek considerou natural o apoio do PT, que sempre teve uma aproximação maior com Requião no Paraná. ''Já tínhamos no primeiro turno pessoas de diferentes partidos caminhando juntos. Existia um apoio mútuo entre candidaturas'', ponderou Samek, ao lembrar do apoio de Requião e Orlando Pessuti à candidatura de Gleisi Hoffmann (PT) ao Senado. ''O apoio do PT a Requião é absolutamente programático. Se verificou quem tem uma história de vida na democracia, na construção de programas sociais. Nossa identificação é clara''.
O presidente do PMDB de Curitiba, Doático Santos, disse que a intenção do partido já era a de coligar com o PT no primeiro turno. Entretanto, o PT teria indicado o nome do senador Flávio Arns para o governo do Estado. ''A atividade conjunta representa uma grande densidade na campanha eleitoral. Apesar que ainda poderemos ter um apoio mútuo, com uma decisão de Requião. De qualquer forma, tudo tem seu tempo. Esse é o tempo do partido que está selando o início de uma nova jornada. Requião está concentrado nos programas eleitorais gratuitos e tem acompanhado as pesquisas eleitorais. Ele (Requião) está analisando para não prejudicar sua campanha'', confessou Doático.
Já o vice-governador licenciado e candidato à reeleição acusou integrantes do PT pela falta de apoio de Requião à reeleição de Lula. ''De que lado estão o Flávio Arns e o próprio Lula. Acho que os três terão que sentar para conversar e afinar os discursos'', ponderou Pessuti. Flávio Arns também decidiu se manter neutro no segundo turno das eleições. ''Isso (a indecisão) não atrapalha. O mais importante é que nós do PMDB estamos na campanha do Lula e os petistas estão na campanha de Requião'', analisou. À noite, foi inaugurado o Comitê Trabalhista e Sindical em apoio às candidaturas de Lula e Requião. Os membros do comitê irão visitar fábricas e empresas de Curitiba e Região Metropolitana.

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