A executiva estadual do PMDB começou a distribuir ofícios-denúncias contra os prefeitos que apoiaram a reeleição do governador Jaime Lerner (PFL). As notificações foram endereçadas aos diretórios municipais, cujas comissões de ética ficarão com a incumbência de julgar os acusados de infidelidade partidária. A primeira etapa da ‘‘caça às bruxas’’ desencadeada pelo candidato derrotado ao governo, senador Roberto Requião (PMDB), envolve 12 prefeitos. Ao todo, são 25 dos 65 eleitos em 1996.
As comissões de ética têm um mês para checar as denúncias. Comprovada a traição, os prefeitos serão expulsos, informou a assessoria do PMDB. As notificações encaminhadas anteontem foram acompanhadas de cópias de matérias publicadas em jornais, com declarações dos peemedebistas que aderiram oficialmente à campanha Lerner.
Serão julgados pelas comissões de ética, nessa primeira fase, os prefeitos José Veiga (Antonio Olinto), Armelindo Dernadin (Braganey), Wilson Baumel (Contenda), Jaime Guzzo (Dois Vizinhos), Guiomar Lopes (Francisco Beltrão), Pedro Cândido de Oliveira (Jussara), Ricardo Radonski (Mamborê), Roque de Lima (Ouro Verde do Oeste), Mussolini Mansani (Palmeira), José Evangelista de Albuquerque (Perobal), Pedro Ferreira Mello Neto (Santa Cecília do Pavão), e Luciano Micharski (São João do Triunfo).
Dos 12 diretórios, apenas o de Perobal é dirigido por uma executiva provisória. O PMDB promete instalar uma comissão permanente na semana que vem. O vereador do município Dimas Miranda deve assumir o cargo.
O prefeito de Palmeira, Mussolini Mansani, disse que pediu desligamento do PMDB um mês antes da eleição. ‘‘O meu partido é a cidade. Não adianta se opor ao governador e ficar sem recursos’’, afirmou. Mansani informou que já foi convidado para filiar-se ao PTB, mas ainda não deu resposta. Dos prefeitos notificados, o de Francisco Beltrão, Guiomar Lopes, promete resistir à decisão. Integrante do grupo há 40 anos, ele disse há cerca de duas semanas que vai recorrer do pedido de expulsão. (L.D)

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