PMDB nega pressão por ministérios
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terça-feira, 13 de janeiro de 2004
Das agências 
Basília O presidente do Senado, José Sarney, afirmou, ontem à tarde, após reunião da cúpula do PMDB, que o partido ''não está pressionando, não está exigindo, nem reivindicando nada'', em termos de participação no primeiro escalão do governo. Segundo ele, o PMDB mantém-se na posição em que sempre esteve, de colaborar com o País ajudando ''o governo neste momento em que ele precisa do apoio do partido''.
O senador garantiu que o partido não está discutindo nomes para integrar o ministério: ''Estamos apenas discutindo a situação atual em relação ao PMDB''.
O presidente do partido, deputado Michel Temer (SP), que também participou da reunião, informou que o PMDB espera que o governo se manifeste sobre como será a participação dos peemedebistas no governo.
''O sujeito ativo nessa relação é o governo. Portanto, o governo é que tem que dizer se quer o PMDB no ministério e em quais ministérios. Já apoiamos o governo no primeiro ano e vamos continuar apoiando, independentemente de ministérios'', disse. De acordo com Temer, o PMDB não vai exigir absolutamente nada do governo, a quem caberá decidir em que momento o partido deverá participar do ministério. E destacou ainda que só depois disso é que o partido só vai discutir nomes para o ministério.
Amaral O ministro demissionário da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, que pediu demissão na sexta-feira, disse que ''há setores no Brasil que ainda não compreenderam o processo que estamos vivendo''. Segundo ele, ''o cargo (de ministro) num regime presidencialista é do presidente. A imprensa está ávida em torno da reforma ministerial e eu, acima de tudo, como amigo do presidente e militante socialista, pus meu cargo à disposição dele. O princípio presidencialista é de colaborar. O projeto é muito importante. Desculpe-me, mas há setores no Brasil que ainda não compreenderam a grandeza dele, a importância de que dê certo'', afirmou, ao sair de uma reunião, ontem, na Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Rio.
Para ele, o Brasil vive ''a única experiência num país emergente de um projeto de emancipação nacional nos marcos da democracia representativa e isso vale qualquer sacrifício''. Amaral não quis comentar críticas que tem recebido pela atuação no Ministério da Ciência e Tecnologia e defendeu a gestão: ''Estou fazendo uma administração coerente com a minha biografia, com a biografia do presidente, com o programa do meu partido e do presidente.''


