PMDB não tem mulheres para fechar chapa
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quarta-feira, 31 de dezembro de 1997
Leandro Donatti Curitiba 
O PMDB do Paraná dificilmente conseguirá cumprir a lei da deputada federal Marta Suplicy (PT-SP), que reserva 25% das vagas para candidatas mulheres na disputa por cadeiras junto à Câmara Federal e Assembléia Legislativa, nas eleições do ano que vem. A avaliação foi feita ontem pelo próprio presidente do partido em exercício, Milton Buabssi.
Segundo ele, de 20 vagas a que as mulheres têm direito a concorrer na Assembléia - ao todo são 81 -, apenas oito foram requisitadas até o momento. A crise se agrava na briga eleitoral pela Câmara dos Deputados. Apenas uma militante do PMDB decidiu colocar seu nome à disposição do partido. Assim como em outras siglas, o PMDB do Paraná é obrigado a garantir que 14 das 45 candidaturas - que pode lançar - fiquem sob o domínio feminino.
Buabssi é contra a lei Suplicy. Ele diz que a medida não incentiva a participação das mulheres e obriga os partidos a não preencherem as vagas. Buabssi explica que as 62 vereadoras eleitas pelo PMDB em 96 poderiam preencher as vagas, mas sem a intenção de concorrer. Isso nos traria problemas. Existem algumas que foram bem votadas e que tirariam apoios de candidatos que concorrem para valer, ressalva o dirigente.
Na avaliação do comando do PMDB, a participação das mulheres na política é ainda bastante tímida. Buabssi aponta a dificuldade financeira como o maior empecilho. Se a legislação eleitoral não tivesse obrigado os candidatos a irem atrás de seus financiamentos de campanha, o quadro seria diferente, aposta. O presidente do PMDB emenda dizendo que na eleição do ano 2.000, para as câmaras municipais, a situação tende a se agravar. De acordo com a lei da deputada Marta Suplicy, a cota feminina para as próximas eleições municipais sobe para 30%.


