PMDB não dá apoio para Santos permanecer no cargo
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quarta-feira, 18 de dezembro de 1996
Agência Estado 
BRASÍLIA - O PMDB não deverá mover um dedo em defesa do ministro peemedebista dos Assuntos Políticos, Luiz Carlos Santos (foto), no caso do vazamento da lista de deputados do PPB em débito com o Banco do Brasil. Quem tem obrigação de sair em defesa dele é o Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e o Paulo Maluf (prefeito paulista do PPB), sentenciou o líder do PMDB no Senado, Jáder Barbalho (PA), traduzindo a mágoa de deputados e senadores do partido por sua aproximação do PPB e seu apoio velado à candidatura de Magalhães a presidente do Senado.
O PFL promete solidariedade. Não podemos deixá-lo sozinho numa situação como essa, justificou ontem um dos mais fortes dirigentes pefelistas. Vamos dar uma forcinha para o Luiz Carlos, completou. Mas tanto os cardeais do PMDB quanto os do PFL avaliaram que o ministro está com os dias contados no governo.
PMDB e PFL concordam em um ponto: depois de ter se metido numa intriga palaciana onde sua assessoria apareceu responsabilizando o secretário-geral da Presidência da República, Eduardo Jorge Caldas, pelo vazamento da lista, a presença do ministro no Planalto tornou-se insustentável. Acreditam que Eduardo Jorge é mais forte e mais próximo do presidente, o que põe todo o Planalto contra Santos.
A saída do Luiz Carlos é apenas uma questão de tempo e, para o PMDB, isto não influi nem contribui, disse um deputado que participa da direção do partido. Reunida ontem por três horas, a executiva nacional do PMDB nem sequer lembrou o nome do ministro. A demissão pode causar mal-estar no governo, mas não no partido, disse Jáder Barbalho, para justificar a indiferença. Como ele é coordenador político do governo, e não do PMDB, é problema exclusivo do governo, completou o líder.
Um cacique do PFL que acompanha o caso contou que Santos estava amargurado, porque exigiram que se pronunciasse.


